Extraído de: Justilex  - 15 de Março de 2010

Arruda terá uma semana decisiva

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O governador afastado e preso José Roberto Arruda (sem partido) será submetido amanhã a mais um reflexo da Operação Caixa de Pandora. Desta vez, nada a ver com prisão ou impeachment por conta das denúncias de comandar um suposto esquema de arrecadação e pagamento de propina no Distrito Federal. Arruda será julgado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pelo crime de infidelidade partidária. Isso por ele ter deixado, no entendimento do Ministério Público Eleitoral (MPE), o partido ao qual pertencia, o Democratas (DEM), sem justa causa. Caso seja considerado culpado, Arruda poderá recorrer da perda do mandato, mas terá que deixar imediatamente o comando do Palácio do Buriti. Se isso ocorrer, será o primeiro governador do Brasil a perder o cargo dessa maneira.

A permanência do governador afastado no poder já está sendo questionada no processo de impeachment aberto contra ele na Câmara Legislativa. Mas os motivos são outros. As informações contidas no Inquérito nº 650 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), cujo delator foi o ex-secretário de Relações Institucionais do GDF Durval Barbosa, convenceram 19 distritais a aprovar a abertura do processo de cassação do mandato de Arruda. A tramitação no âmbito legislativo, no entanto, é mais lenta, e se o governador não tivesse que responder à ação protocolada pelo MPE, teria uma sobrevida maior no posto.

Em dezembro do ano passado, Arruda desfiliou-se do DEM para evitar uma expulsão pelos colegas de legenda. À época, as denúncias sobre o escândalo político em Brasília envolvendo a cúpula do Executivo local, deputados distritais e empresários da cidade eclodiram em todo o país. Pressionado, o governador afastado alegou que tivera de largar a sigla "por motivos pessoais".

Há três anos, no entanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que o mandato pertence ao partido, e não ao político. E, por isso, para deixar o cargo para o qual foi eleito, o governador ou parlamentar tem que seguir as regras estabelecidas. O Ministério Público Eleitoral entendeu que Arruda não respeitou a norma. Os advogados dele defenderam na semana passada que a legislação eleitoral não prevê perda de cargo nos casos de desfiliação de governador, mas apenas para deputados ou vereadores.

STJ

Além de lutar pela manutenção do governador no cargo no julgamento no Tribunal Regional Eleitoral, os advogados de Arruda devem tentar mais um vez no Superior Tribunal de Justiça (STJ) a liberdade do cliente, detido há mais de um mês no complexo da Polícia Federal no Setor Policial Sul. Ele está preso desde o dia 11 de fevereiro e já teve o pedido de habeas corpus negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado Nélio Machado disse na última sexta-feira que "há razões de sobra para que o tribunal competente reexamine a prisão". A defesa, no entanto, negou que pedirá a prisão domiciliar, apesar dos problemas de saúde por que o governador vem passando.

Em meio às discussões sobre a situação de Arruda, os pretendentes às próximas eleições aproveitam a crise para articular os primeiros passos na corrida pela sucessão ao GDF. Após a explosão das denúncias de corrupção que continuam corroendo a capital do país, surgiram, até agora, 13 pré-candidatos para ocupar a cadeira do Palácio do Buriti, como mostrou o Correio em sua edição de ontem. No próximo domingo, dois candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) participam das prévias para definir quem será o nome da legenda no DF: Agnelo Queiroz ou Geraldo Magela.

O que vem por aí

O que reserva a semana na política do Distrito Federal

Justiça Eleitoral

Amanhã, sete juízes e um representante do Ministério Público Eleitoral (MPE) apreciam, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ação de infidelidade partidária contra o governador afastado José Roberto Arruda (sem partido) por ter se desfiliado do DEM em dezembro do ano passado. Ao apresentar a ação, o procurador eleitoral, Renato Brill, alegou que Arruda deixou a legenda sem justa causa. Caso o tribunal acate o pedido, o governador tem o mandato cassado e terá que deixar imediatamente o cargo. Ele poderá recorrer da eventual decisao no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Liberdade

Até o fim da semana, advogados de Arruda devem mais uma vez tentar na Justiça a liberdade do governador afastado e preso há mais de um mês. Segundo Nélio Machado, que comanda a defesa do governador, há razões de sobra para que o pedido seja reexaminado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), responsável pela decretação da prisão, em 11 de fevereiro. O advogado não informou, no entanto, quando fará o pedido nem em que se baseará a argumentação.

Eleições

No próximo domingo, Agnelo Queiroz e Geraldo Magela se enfrentam nas prévias que irão definir o nome do PT para a sucessão no GDF. Amanhã, haverá um debate entre os dois pré-candidatos.

Fonte: Correio Braziliense

Comentários (10)

Valdenir Carmo... 16 de Março de 2010

É com grande felicidade que: Agradeço aos Departamentos de Justiça e a Polícia Federal pelas realizações e investigações devidas.

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Pleuber 17 de Março de 2010 » postado em notícia relacionada

Isso prova que este país tem a chance de mudar, com profissionais dignos,e com vergonha dessa casa da moeda particular que se tornou a política, parabéns a todos que participaram desta luta para limpar um pedaço de chão.

CARLOS... 17 de Março de 2010 - 08:21:00

Chegou a hora de dar um basta nessa situaçao ridicula,todos os poderes contituidos querem aparecer as custa do nobre governador Roberto Arruda,alguns veste carapulsa de honesto,outros o mantém preso só para aparecer na midia.A soltura do Arruda agora sem mandato em nada pode obstruir as investigações,que o STJ julgue pelas provas contidas nos autos do processo e não por convicções pessoais apenas para aparecer na midia.

ANTONIO... 17 de Março de 2010 - 10:34:40

Carlos, lembre-se que o Al Capone não foi levado a prisão pelos crimes que cometeu e sim por sonegar impostos.

Pleuber 17 de Março de 2010 - 10:42:07

Não discordo com sua opinião mas ele foi preso sempre existe uma brecha.

ANTONIO... 17 de Março de 2010 - 14:36:36

A oportunidade de dar continuidade às mudanças no Brasil será em outubro, nas eleições. Vamos politisar os analfabéticos politicos e votar com BRASIULIDADE.

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Carlos Alberto 17 de Março de 2010 » postado em notícia relacionada

O que vc fez, arrumar brasilia isso não conta né. Aqueles que vc beneficiou agora te apedreja, mas eu queria saber esses ministros do supremo, porque tanta politicagem em cima do do mesalão do DEM eu queria saber dos ministros quem esta preso pelo mensalão do PT qargos mas ninguem esta preso. Quero que se apure e puna os culpados, mas condenar antes de ser julgados esse sim e uma afronta a CF do Brasil.

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Carla Valle 17 de Março de 2010 » postado em notícia relacionada

Pois bem. Espero não me decepcionar mais uma vez, caso este processo acabe em pizza. Que o nosso importante Brasil não permaneça desacreditado. Que se comece, de fato, a fazer justiça nos Poderes. E que cada corrupto fique mesmo preso para não comprar ajuda, nem esconder provas... Parabéns aos responsáveis em manter o Arruda preso!

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ANTONIO... 17 de Março de 2010 » postado em notícia relacionada

Finalmente estamos dando o primeiro passo para exercermos duma República verdadeiramente Democratica.

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Fernanda Beatriz... 17 de Março de 2010 » postado em notícia relacionada

O mais importante nesse desfecho é que começamos a fazer nossa história, ou pelo menos a que todo brasileiro HONESTO merece, pois "esses senhores" que se rotulam de políticos, deixaram máculas que nos acompanham a muito. Foi perfeito, BASTA!!

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Disponível em: http://www.jusbrasil.com.br/noticias/2117427/arruda-tera-uma-semana-decisiva

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